O fim do ano se aproxima, momento de maior sensibilidade, reflexões mais frequentes e auto avaliações, que nem sempre estão de acordo com as promessas ditas para nós mesmos e para terceiros. Porém há tempo de concretizar tais mudanças de uma vez, seja o peso ideal, mudanças internas ou comportamentos que envolvam diretamente disciplina. Estamos há quase um mês para o fechamento deste ciclo. assim não precisaremos fazer as mesmas promessas, daremos abertura para novas metas, novas mudanças e promessas. Comece agora, é simples e depende apenas de você.
Espaço Destinado A Compreensão de Assuntos que Permeiam Nossas Mentes Através do Inconsciente...
domingo, 27 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de junho de 2010
Medo x Coragem
Quero falar sobre o medo, na verdade sobre o oposto dele, mas prá isto precisamos entender a dinâmica do medo na nossa vida, de como nos utilizamos dele como defesas naturais conscientes e inconscientes, prá que aí sim possamos viver de acordo com a nossa essência com coragem e sem defesas, sem evitar sofrimentos.
Primeiro quero deixar claro que o medo não é inato ao ser humano, ou seja, não nasceu com a gente, os índios não conhecem essa palavra de jeito algum, não utilizam a palavra medo porque desconhecem essa sensação, e isso explica o porque os negros foram escravizados e os índios não. Isso nos mostra que o medo é cultural, socialmente criado para reprimir, e de fato reprime, o que é pior, nós mesmos nos reprimimos por medos que criamos em nossas mentes o tempo todo tentando evitar problemas que nem sequer ainda existem, isso também explica o porque não nascemos com medo, enquanto crianças não sentimos medo de altura se não nos mostrarmos lá do alto que se cairmos podemos não mais existir, todos os medos vão sendo aprendidos como uma forma de evitar problemas, e aí vocês poderiam me perguntar? E isso não é bom? Será que eu não estou vivo por justamente eu não ter evitado vários problemas? Aí é que entra a grande diferença entre a prudência em se precaver de coisas presentes e evitar problemas futuros que ainda não existem. Se durante uma ultrapassagem perigosa, eu não me atentar aos cuidados básicos e regras de trânsito adequadas, com toda a certeza vou me dar mal por não evitar o problema que está na minha cara no presente momento, já em outra ocasião, se eu não conseguir mais dirigir, pegar estrada por medo de sofrer um acidente por ver nos jornais o tanto de acidentes nas estradas todos os dias, aí já é ter medo, e o medo de evitar problemas que realmente não existem.
E quanto mais nos atemos ao medo fantasioso, menos espaço para as soluções reais deixamos no nosso cérebro, e isso nos adoece, nos deixa inseguros de nós, na vida. Isso em todas as áreas.
As pessoas que são focadas nos problemas não permitem ver soluções, criatividade, não permitem ser elas mesmas, vivem infelizes e cada vez com mais problemas e certamente com mais medos.
Já quem se foca nas soluções, ou seja, quem confia em si mesmo, em sua capacidade, foca a sua vida na parte prática, na realidade, constrói uma vida feliz e o que é melhor, real, já que tem cada vez menos problemas, claro, porque faz com que sua vida além de ser feita com vontade própria, realidade, seja feita com segurança em si, com confiança. A própria palavra medo já denota o oposto de tudo isso que falei. A palavra medo tem origem no latim, metus, e significa temor, apreensão, sensação de insegurança em relação a qualquer momento futuro. E quem vive no futuro no presente é que não está, e se não está no presente não pode construir uma vida feliz, já que felicidade é um estado de espírito alcançado através de escolhas.
E aí? Será que dá prá continuar tendo medo, evitando situações que quanto mais evitamos mais elas nos alcançam? Como fazer prá que isso seja solucionado?
Tudo o que está ligado com insegurança está diretamente relacionado com a nossa auto imagem, com a nossa auto estima. Temos que parar de querer ser aquilo que achamos que deveríamos ser, e aceitar o que somos, e claro o nosso melhor sempre, mas o melhor dentro do que somos, se todos os dias nos olharmos no espelho e vermos uma imagem de quem ainda não somos, nunca vamos alcançar nada, na verdade, nunca vamos nos alcançar.
Aceite quem você é, tenha orgulho de si, se goste de verdade, veja o que de bom pode oferecer prá si mesmo e depois para os outros. Tenho certeza de que ninguém tem te oferecido nada se você não oferece a si mesmo.
Como sempre falo, fomos criados pensando que seríamos mal vistos se pensássemos em nós primeiro, e repito, quanto mais pensamos em nós primeiro, mais os outros e a vida nos dão em troca.
Se não nos gostarmos e não nos valorizarmos, ficarmos inseguros com medo, quem é que vai confiar em nós?
O oposto do medo é a confiança, acreditar, e acreditar em si próprio, quanto mais as pessoas ouvem os outros, o que os outros dizem que é o melhor, mais inseguras elas ficam, mais distantes de si e com mais medos, claro, o futuro as assusta, ao passo que, quanto mais seguras e confiantes em si estiverem, mais vão conseguir viver o presente e não vão nem precisar pensar em evitar problemas, resolver problemas. Isso tudo parece tão óbvio, tão simples, e de fato é, basta querer ter prá si, complica quem quer complicar, é mais fácil viver assim, mas mudar requer coragem, requer deixar de lado mil teorias de terceiros e escutar só a si mesmo, VOCÊ! Não seu orgulho, seu ego.
Faça isso, comece HOJE, sinta-se seguro em ser quem é e veja todas as mudanças que a vida vai te oferecer!
نجاحFlávia Camargoنصرة
Pense em sua própria natureza, comece deixando de lado o que os outros dizem...
Uma das coisas que fazem as pessoas resistirem às mudanças que precisam ser feitas na vida é o fato de escutar os outros e não a si próprios. Escuto isso toda semana “ah não consigo pensar em mim, no que eu tenho vontade mesmo de fazer, porque se eu faço vou ser criticada, vou ter que escutar o que eu não quero do fulano, do ciclano, e também se eu for eu mesma, ou eu mesmo vou causar atrito, brigas, então prefiro deixar como está.
E assim vão perdendo tempo e o mais importante, vão perdendo elas mesmas, porque quanto mais ouvimos as pessoas menos nos ouvimos e menos somos nós mesmos.
E as pessoas dizem assim “ah eu não! eu não ouço ninguém não, faço tudo o que eu quero fazer sem me preocupar com o que os outros vão pensar ou achar de mim”, mas aí escapa assim das pessoas que dizem isso ”ah eu não tava com vontade de ajudar tal amigo, mas se eu não o ajudasse naquele momento iriam dizer que eu fui ingrata, porque quando eu precisei ele me ajudou.
E aí eu digo, na vida tudo é uma troca, mas quando a troca é forçada, ou seja, quando fazemos pelo outro porque sentimos que estamos em débito e não porque vai nos dar prazer, sempre acontece alguma coisa que não nos faz bem.
Imaginem se o sol resolvesse ficar magoado porque a chuva tem se ausentado muitos dias seguidos e quando estava muito úmido em outros anos, ele resolveu aparecer prá equilibrar? Vocês podem até achar que essa analogia com a força da natureza não tem nada a ver, mas tem sim, somos regidos por uma única lei, a da natureza, a da natureza de nossas essências, e que infelizmente ao longo da história da sociedade fomos perdendo em razão do raciocínio lógico e por tanto acreditando que mesmo sendo natureza tanto quanto a própria natureza, achamos que estamos distante dessas leis universais que rege tudo.
O que é que eu to querendo dizer com isso, que talvez aquela primeira pessoa que ajudou o amigo, já ajudou porque se sentiu na obrigação, e não porque realmente era de sua natureza ajudar, e quando precisou automaticamente quis impor o que ele achava que DEVERIA SER feito quando um amigo precisa.
Ou até era de sua natureza ajudar quando uma amigo precisa, mas deve saber compreender que cada um é um, e para seu amigo que ele ajudou pode não ser, e não é assim que funciona, e aí ele vai até suas regras de cabeceira aprendidas pela sociedade do que é certo e errado e diz:
“Nossa! Quando precisei eu ajudei, eu sou assim, assim é o certo.
Ou então, esse amigo nem vai ficar chateado se não for ajudado, talvez ele seja mais evoluído e saiba que cada um é de um jeito e a o outro é quem está “caraminholando” que ele vai ressentir e acaba fazendo por achar que mesmo não sendo de sua natureza, o certo é ajudar senão vai ser taxada como ingrato.
Percebem como a loucura do ser humano vai longe?
Só com um exemplo bobo dei três exemplos de pensamentos de fuga da essência se não de um, dos dois envolvidos.
Somos tão natureza quanto o sol e a chuva e não nos damos conta disso, achamos que a grama e o passarinho que estão lá fora é que são natureza, nós não tamanha a distância que percorremos nesses séculos de sociedade.
Quero então que vocês revejam os pontos que estão fazendo resistirem em mudar, mudar no sentido de serem vocês mesmos, de voltarem a ser quem realmente são e deixar de ser quem acham que DEVEM SER prá evitar desgastes, problemas e falatórios.
نجاحFlávia Camargoنصرة
Responsabilidade emocional infantil
Hoje vim falar sobre uma coisa que venho me questionando bastante, que é sobre a responsabilidade emocional das crianças com elas mesmas, até uma questão cultural nossa, porque aqui no Brasil nós passamos muito “a mão na cabeça” das nossas crianças evitando ao máximo que elas sintam toda e qualquer responsabilidade, ao máximo que podemos, por exemplo, minha mãe mesmo tinha pena de me colocar no período da manhã na escola, eu ia a tarde, enquanto criança, o máximo de tempo que ela pode decidir.
As brincadeiras eram primeiro, prá depois virem as obrigações, afinal eu era muito criança ainda, e vejo que ainda é assim na nossa sociedade, e é exatamente por isso que pensamos como pensamos e agimos como agimos, e tanto emocionalmente como na parte prática de nossas vidas, nós brasileiros não temos muitas medalhas de ouro e achamos que o importante é competir, é participar, se ganhar ganhou, mas não importa se você é perdedor, aliás, perder é sinônimo de nobreza porque afinal, você foi lá e tentou, claro que não culpo minha mãe, ela também aprendeu assim, mas de tanto eu observar e estudar, graças a mim, mudei meus pensamentos a respeito disso, o importante é vencer naquilo que queremos e quem pensa assim na nossa sociedade acaba sendo visto como arrogante, pretensioso e por acreditar em si mesmo, a pessoa “se acha”, mas não é só nesse aspecto que tenho me atentado, e percebo o quanto tiramos a responsabilidade das nossas crianças em deixá-las aprenderem a lidar com suas próprias emoções, e quando crescem, crescem perdidas de si, e vão parar lá no consultório.
Então além de um alerta aos pais em relação às práticas de responsabilidades do dia a dia escolares, aprendizados, limites e disciplinas, quero enfatizar o quanto é importante que os pais façam as crianças perceberem que elas à partir dos 6 anos, já podem sim lidar com as suas dores emocionais, perdas, raivas, para que vão aprendendo saber o que fazer com elas e não começarem a jogar tudo nos outros como aprendemos desde crianças, na minha época, e que agora já é tarde de mais prá que fechemos os olhos prá isso e continuemos com esses comportamentos infantis que nem as nossas crianças mais podem se dar ao luxo de ter. Eu não sou mãe, mas tenho sobrinhos, e sei bem como é bem mais fácil educar do modo antigo, mas podem ter certeza de que quem realmente ama, vai preferir dispor de um tempinho a mais e ver um ser humano feliz lá na frente do que um infeliz, imaturo, doente e cheio de problemas quando crescer, como sempre a escolha está nas nossas mãos.
Então, quando dizem que as crianças são espelhos dos pais, da família que convive, tenho algumas ressalvas a respeito disso, porque antes dela fazer parte desse convívio ela é um ser humano com uma essência pronta, com um temperamento que já nasceu com ela, senão todos nós seríamos muito iguais aos nossos semelhantes e não somos, não é apenas na adolescência que começamos a nos diferenciarmos de nossos pais ou de que nos criou, claro, que agimos de acordo também com o meio onde vivemos, mas à partir dos 6 anos em que já há um entendimento maior das nossas cognições podemos e devemos começar a deixar que a criança comece a entender algumas responsabilidades internas, como por exemplo, a caçula de 6 anos de idade apanha do irmão mais velho de 8 anos porque ela mexeu em suas coisas, alguns psicólogos iriam averiguar se os pais apresentam algum comportamento agressivo, em alguns casos pode haver, em outros não, mas o fato seria mostrar ao mais velho que ele pode sentir raiva, é natural, mas agredir não, ele deve aprender a conter seus impulsos e desde já cuidar das suas coisas que não quer que sejam mexidas, ainda mais por uma criança mais nova, e para a caçula, que os brinquedos não são dela, afinal ela já tem capacidades mentais suficientes para entender isso, e se responsabilizar por suas atitudes, e os pais não devem interferir como muitos fazem brigando com o mais velho para defender o mais novo. Assim, cada um assumindo as suas responsabilidades vão aprendendo a lidar tanto com as emoções geradas no dia a dia quanto com a prática de limites, disciplina, regras e normas de uma educação saudável e responsável, sem brigas e muito menos agressões de qualquer espécie. E infelizmente é nessas horas que a maioria dos pais se exaltam pelo cansaço, por quererem educar a qualquer custo impondo regras que muitas vezes as crianças nem entendem os porquês das coisas, sendo que quando a responsabilidade entra em ação o entendimento é claro, não há desgaste, há diálogo, resolução definitiva e logo eles já associam em outras circunstâncias da vida, porque quando passamos a nos responsabilizar pelas coisas, aprendemos a colocar em prática em tudo, e a vida passa a ser muito mais fácil.
Vamos então tentar fazer crianças vencedoras tanto em casa quanto na vida, chega de poupar as nossas crianças como se elas fossem limitadas, porque é isso que ainda infelizmente muitos brasileiros fazem, limitam seus filhos e depois reclamam da sociedade como está.
Uma outra coisa que faz com que a isenção de responsabilidade nas crianças ocorra, é a crença equivocada nessas crianças e até um certo período da adolescência de que os adultos sabem de tudo, eu mesma demorei prá perceber que os adultos também não sabiam das coisas, que também não sabiam o que estavam fazendo com suas próprias vidas e não sabiam muitas respostas, e por terem me isentado de muitas responsabilidades eu acreditava que quando eu fosse adulta eu saberia fazer, eu saberia agir, que quando chegasse a hora eu saberia o que fazer e quando me dei conta disso, que era bem o oposto me vi tendo que saber e me virar sozinha e dando conta das minhas emoções e responsabilidades, sendo que se tivessem me mostrado de uma outra forma antes, se tivessem feito com que eu me responsabilizasse pelas minhas faltas emocionais antes, eu teria evitado muitas coisas, a mim foi bom tudo isso, mas prá muitas pessoas pode não ser, podem não conseguir assumir as responsabilidades de uma forma assertiva, e se perderem em si mesmos e na vida. Cabe a nós adultos, educadores, psicólogos e pais começarem a nos atentar a essa realidade de não deixar ao leu o crescimento das crianças como sendo apenas crianças espelhos, sem responsabilidades, sem aprenderem com as suas faltas internas mesmo que abandonadas quando pequenas, ou qual o problema familiar se encontrarem, elas é que precisam aprender a começarem a se responsabilizar pelas faltas e carências emocionais que em suas vidas aparecerem, claro que não de uma forma a ser tratada como um adulto, mas iniciando um processo de aprendizado, e esta é a chave do seu auto valor, de aprender a não deixar a sua vida nas mãos de ninguém, de não culpabilizar mais nada e ninguém dos seus fracassos e medos, e quem sabe não precisarmos mais ter sequer um consultório psicológico para adultos.
نجاحFlávia Camargoنصرة
نجاحFlávia Camargoنصرة
sexta-feira, 18 de junho de 2010
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